quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A Eficácia do Riso


Ao escutar uma piada, daquelas que nos fazem disparar a rir, são produzidos na boca uma série de sons vocálicos que duram de 1/16 segundos e repetem a cada 1/15 segundo. Enquanto os sons são emitidos, o ar sai dos pulmões a mais de 100 Km/h. Uma gargalhada provoca aceleração dos batimentos cardíacos, elevação da pressão arterial e dilatação das pupilas. Os adultos riem em média 20 vezes por dia, e as crianças até dez vezes mais. Rir é um aspecto tão inerente à existência humana que esquecemos como são interessantes esses ataques repentinos de alegria. Por que as pessoas riem quando escutam uma piada? Segundo o escritor húngaro Arthur Kostler (1905-1983), o riso é um reflexo de luxo, que não possui utilidade biológica. Entretanto a Natureza não investe em algo inútil, acredita-se que o impulso de rir possa ter contribuído para a sobrevivência no decurso da evolução. A gelotologia que pesquisa sobre o riso, aponta que esta é a mais antiga forma de comunicação. Os centros da linguagem estão situados no córtex mais recente, e o riso origina-se de uma parte mais antiga do cérebro, responsável pelas emoções como o medo e a alegria. Razão pela qual o riso escapa ao controle consciente. Não se pode dar uma boa gargalhada atendendo a um comando, muito menos é possível reprimi-la. O riso pode apresentar um aspecto físico, cognitivo e emocional. Acontecimento este, que não reduz o senso de humor a uma única região do cérebro. Rir, achar algo engraçado, é um processo complexo, que requer várias etapas do pensamento.

Doença Sexualmente Transmissivel: AIDS


A síndrome da Imunodeficiência Adquirira é causada pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). O número de pessoas infectadas pelo vírus da AIDS aumentou consideravelmente nos últimos anos, a maior parte dos casos é registrada no continente africano, especialmente entre as pessoas mais pobres. A maioria das pessoas tem pavor da doença, em relação aos seus sintomas e evolução, quando a pessoa fica extremamente debilitada.
Existem diversas hipóteses para a origem da doença nos seres humanos, a mais polêmica e menos aceita é a de que seres humanos teriam tido relações com macacos, adquirindo a doença.
O vírus do HIV destrói os linfócitos, deixando o indivíduo vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas. Receber o diagnóstico de soro positivo significa para muitos uma sentença de morte, o que acontece por falta de informação, pois hoje é possível que uma pessoa soro positivo viva durante muitos anos com a doença, tendo em vista o avanço dos tratamentos. Ainda não foi encontrada a cura da AIDS, porém alguns cientistas afirmam que essa descoberta está mais próxima do que imaginamos. Sintomas:
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida Humana não apresenta os mesmos sintomas em todos os indivíduos, dessa forma, existem apenas características iguais a de outras doenças como dor de cabeça, calafrios, dores musculares, etc. Formas de contágio: • Sexo vaginal sem preservativo; • Sexo anal sem preservativo; • Sexo oral sem preservativo; • Compartilhamento de seringa e/ou agulha; • Transfusão de sangue contaminado; • Mãe infectada pode passar o vírus HIV para o filho durante a gravidez, parto ou amamentação; • Instrumentos cortantes não esterilizados. Prevenção; • Sexo com Camisinha; • Evitar compartilhar seringa; • Fazer exames durante a gravidez e o tratamento correto para prevenir que a criança nasça com o vírus.

Bebidas Energéticas


Pessoas de diferentes idades fazem uso da bebida energética para os mais diversos fins.
Bebida energética é a bebida que estimula o metabolismo, uma combinação de metilxantinas, vitaminas B, e ingredientes de ervas exóticas que têm por finalidade fornecer energia. Estas bebidas contêm cafeína, guaraná, taurina, ginseng, maltodextrina, inositol, carnitina, creatina, glucoronolactona, ginkgo biloba. Enquanto algumas versões contêm altos teores de açúcar, outras são adocicadas artificialmente. A carnitina apesar de ser um forte estimulante, está presente em pequenas doses, portanto qualquer efeito de explosão pode ser psicológico. A quantidade de cafeína contida em uma dose de energético corresponde a 500 ml de refrigerante à base de cola. A taurina, um aminoácido presente no organismo humano, aumenta a resistência física e diminui os efeitos depressores do álcool. A cafeína como é um estimulante do Sistema Nervoso Central (SNC) ocasiona aumento da atenção, estimula a liberação de adrenalina e facilita a liberação de cálcio, o que proporciona uma contração muscular mais efetiva. Sendo assim, a cafeína, pode atuar em três diferentes sistemas de fornecimento de energia (ATP, anaeróbio e aeróbio) estimulando-os. A glucoronolactona é uma substância formada a partir de glicose, auxilia nos processos de eliminação de toxinas endógenas e exógenas. No exercício físico age como um desintoxicante, diminuindo a fadiga e melhorando a performance. A bebida energética contém grande quantidade de carboidrato, o que a caracteriza como “Bebida Energizante”. São hipertônicas, tem grande concentração de açúcar, por isto estimulam a sede. Apresenta também vitaminas hidrossolúveis, como as do complexo B. Inicialmente a bebida energética foi desenvolvida para o público noturno, como, por exemplo, aquelas pessoas que desejavam passar a noite toda dançando. Porém hoje o perfil do consumidor é mais abrangente: tanto jovens e estudantes quanto outras pessoas de diferentes idades fazem uso dessa bebida para os mais diversos fins.

Cigarro eletrônico


O cigarro eletrônico libera nicotina pura.
Um aparelho desenvolvido com uma alta tecnologia pode se transformar em mais uma arma para as pessoas que querem parar de fumar. O cigarro eletrônico funciona da mesma forma que os adesivos e chicletes de nicotina, entregando aos poucos a substância ao fumante. A principal diferença do cigarro eletrônico em relação aos outros produtos é a simulação do ato de fumar, ou seja, a mesma sensação sem causar danos e que pode até ajudar as pessoas a largar o vício. O dispositivo mantém o usuário livre das substâncias tóxicas e cancerígenas, como cádmio, arsênio e muitas outras. Essa novidade já está à venda em sete países e consiste em um cigarro sem fumo, ele emite fumaça, mas de vapor. O aparelho contém um líquido composto por nicotina pura, essa solução é aquecida por um circuito elétrico e se transforma em vapor, que é tragado pelo fumante. Esse vapor só contém água e nicotina, por isso o cigarro eletrônico reduz o risco de câncer. Teoricamente a nicotina não causa câncer, mas é a substância que faz com que o usuário se vicie, e neste novo cigarro ela é encontrada em proporções equivalentes a 20 cigarros tradicionais.

Estrutura do aparelho: Botão liga-desliga: o acionamento desse botão ativa o processo. Bateria: é recarregável, ou seja, o fumante pode obter a recarga de uma tomada comum. Câmara de vaporização: contém uma resistência elétrica e um microchip que controla o processo. É nessa câmera de vapor que vai ocorrer a vaporização da solução química. Cartucho: nesta parte do cigarro vai ficar armazenado o vapor que contém nicotina. Boquilha: é o orifício por onde irá passar o vapor. Funcionamento: Acendimento: o usuário aperta o botão (liga-desliga) e a resistência elétrica é ativada para aquecer a câmara de vaporização. Tragada: quando o fumante traga através da boquilha, o chip controlador dá ordem à resistência e essa aumenta a temperatura. Fumaça: com o calor intenso a solução química passa para o estado de vapor, este é rico em nicotina que sai pela ponta do cigarro e é aspirado pelo fumante. Segundo os fabricantes, o cigarro eletrônico possui a vantagem de não afetar pessoas que estão em volta (os fumantes passivos) e ainda pode ser utilizado em locais de não-fumantes. É válido lembrar que queimar tabaco nunca será seguro, mas é possível criar alternativas de fornecer a nicotina ao fumante. A melhor maneira de evitar doenças provenientes do cigarro é: parar de fumar.





A quimica do Amor!!


Você já ouviu esta frase: Rolou uma química entre nós! Será que existe mesmo uma explicação científica para o amor? O sentimento não afeta só o nosso ego de forma figurada, mas está presente de forma mais concreta, produz reações visíveis em nosso corpo inteiro. Se não fosse assim como explicar as mãos suando, coração acelerado, respiração pesada, olhar perdido (tipo "peixe morto"), o ficar rubro quando se está perto do ser amado? Afinal, o amor tem algo a ver com a Química? Na verdade O AMOR É QUÍMICA! Todos os sintomas relatados acima têm uma explicação científica: são causados por um fluxo de substâncias químicas fabricadas no corpo da pessoa apaixonada. Entre essas substâncias estão: adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, a serotonina e as endorfinas. Viu como são necessários vários hormônios para sentir aquela sensação maravilhosa quando se está amando? A dopamina produz a sensação de felicidade, a adrenalina causa a aceleração do coração e a excitação. A noradrenalina é o hormônio responsável pelo desejo sexual entre um casal, nesse estágio é que se diz que existe uma verdadeira química, pois os corpos se misturam como elementos em uma reação química. Mas acontece que essa sensação pode não durar muito tempo, neste ponto os casais têm a impressão que o amor esfriou. Com o passar do tempo o organismo vai se acostumando e adquirindo resistência, passa a necessitar de doses cada vez maiores de substâncias químicas para provocar as mesmas sensações do início. É aí que entra os hormônios Ocitocina e Vasopressina, são eles os responsáveis pela atração que evolui para uma relação calma, duradoura e segura, afinal, o amor é eterno!

Qual é o composto com o cheiro mais desagradável que existe?

Muitos compostos de enxofre com baixo peso molecular produzem reações adversas nas pessoas, mesmo se elas nunca tiveram contato com estes compostos antes, como as emissões do gambá (n-butiltiol). O ácido butanóico faz lembrar o cheiro de vômito e putricina (1,4-butanodiamina) e cadaverina (1,5-pentanodiamina) lembram a carne podre.

A química a bordo dos ônibus espaciais

A atmosfera
Os ônibus espaciais devem carregar tudo que necessitarão durante uma missão, desde combustível até o ar que será respirado pelos astronautas. No caso do ar, são necessários equipamentos que purifique a atmosfera dentro da nave, retirando o gás carbônico, CO2, produzido. Essa reciclagem da atmosfera é feita através de várias reações de óxido-redução.
Em missões curtas, todo o oxigênio é armazenado e não precisa ser regenerado. Somente o CO2 necessita ser removido. O dióxido de carbono é removido através de uma reação com hidróxido de lítio: CO2(g) + 2 LiOH(s) ® Li2CO3(s) + H2O(l)
Mas por que hidróxido de lítio e não outro hidróxido de metal alcalino? Pelo fato de o hidróxido de lítio ter a menor massa molar. Um subproduto desta reação é a água, que pode ser utilizada nos sistemas de refrigeração da nave.
Em missões longas ou a bordo de estações espaciais, o oxigênio precisa ser regenerado. Um meio de se remover o gás carbônico e gerar oxigênio é a reação com superóxido de potássio: CO2(g) + 4 KO2(s) ® 2 K2CO3(s) + 3 O2(g)
Em missões realmente muito longas, como a permanência em estações espaciais, outros processos de reciclagem de oxigênio precisam ser usados para um aproveitamento total dos recursos da nave. O dióxido de carbono pode reagir com hidrogênio, produzindo água: CO2(g) + 2 H2(g) ® C(s) + 2 H2O(l)
O carbono produzido é utilizado em filtros para remover os odores da cabine (imagine o cheiro que deve ser dentro de um lugar onde as pessoas ficam meses trancadas e o banho é uma toalha úmida). O oxigênio e o hidrogênio podem ser gerados através da hidrólise da água: 2 H2O(l) ® 2 H2(g) + O2(g)
Para hidrolizar a água é preciso energia elétrica, que é fornecida através de painéis solares, localizados na parte externa da nave. Por este método, tudo o que é produzido é reaproveitado, aumentando a autonomia da missão.
Os combustíveis
Ao contrário dos automóveis, que são movidos pelo calor gerado dentro do motor, os veículos espaciais são movidos pelo impulso gerado pelos gases produzidos durante a combustão. E ao contrário dos automóveis, as naves precisam levar tanto o combustível quanto o oxidante. Em um ônibus espacial, aqueles dois foguetes laterais que podemos ver durante o lançamento estão cheios de combustível sólido. Esse combustível é formado por alumínio em pó (o combustível), perclorato de amônio (o agente oxidante, que também é um combustível) e óxido de ferro III (um catalisador). Estas substâncias são misturadas a um polímero e formam uma pasta, que é então injetada dentro dos tanques dos foguetes. Durante a decolagem de uma nave, uma das reações que ocorre é:
Fe2O3
3 NH4CLO4(s) + 3 Al(s)
®
Al2O3(s) + AlCl3(s) + 6 H2O(g) + 3 NO(g)
Quando estes tanques ficam vazios,cerca de 3 minutos após a decolagem, eles são ejetados e uma equipe de resgate recupera-os no mar, para utilizá-los em missões futuras.
Depois de serem ejetados, entra em operação os motores da nave e eles passam a queimar o combustível que fica armazenado naquele tanque laranja, preso embaixo do ônibus espacial. Dentro desse tanque ficam armazenados hidrogênio e oxigênio líquidos, que quando queimam produzem vapor de água:
2 H2(l) + O2(l) ® 2 H2O(g)
Nas viagens à Lua, as naves das missões Apollo usaram outros tipos de combustíveis, pois hidrogênio e oxigênio são muito efusíveis, e os motores movidos à combustíveis sólidos têm o problema de serem difíceis de desligar e religar. Eram usados então dois líquidos, uma mistura de derivados de hidrazina (predominantemente metil hidrazina) e N2O4, que quando queimavam produziam um enorme volume de gás: 4 CH3NHNH2(l) + 5 N2O4(l) ® 9 N2(g) + 12 H2O(g) + 4 CO2(g)
Os combustíveis espaciais são geralmente perigosos. A metil hidrazina é um veneno mortal e o N2O4 é muito reativo, sendo armazenado em tanque resistentes à corrosão.